Política
Presidenciais 2026
Presidenciais. Abertos três procedimentos sobre desinformação nas redes sociais
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social abriu três procedimentos sobre o cumprimento da lei das sondagens, depois de ter sido monitorizada a desinformação nas redes sociais na campanha presidencial.
No seguimento da monitorização de conteúdos de desinformação publicados nas redes sociais no contexto das eleições presidenciais 2026, "foram abertos, até ao momento, três procedimentos administrativos relacionados com o cumprimento da Lei das Sondagens", adiantou a ERC à agência Lusa na última noite.
A entidade reguladora não revela quais são os casos nem os envolvidos.
Segundo a Lusa, a 5 de janeiro André Ventura e apoiantes partilharam um "inquérito da Intrapolls" que o colocam "à frente de Marques Mendes" na corrida presidencial. Os dados, porém, resultavam de um modelo baseado em Inteligência Artificial e não de um inquérito. As eleições presidenciais, disputadas por número recorde de candidatos (11), estão marcadas para domingo.
A ERC assinou em novembro do ano passado um protocolo com o LabCom - Unidade de Investigação em Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) para monitorizar e identificar conteúdos de desinformação publicados nas redes sociais durante a pré-campanha e campanha das presidenciais.
Até esta semana, a LabCom identificou 14 conteúdos desinformativos, a esmagadora maioria (85,7 por cento dos casos) envolvendo André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, que atingiram mais de 7,7 milhões de visualizações nas redes sociais.
Os restantes conteúdos são de pré-candidatos que não foram aceites pelo Tribunal Constitucional (TC), como Joana Amaral Dias.
Um dos casos com maior repercussão foi o de um vídeo partilhado por André Ventura no dia 1 de janeiro que, de acordo com o relatório do LabCom, foi visualizado mais de um milhão de vezes, especialmente no Instagram.
Na conta do líder do Chega foi partilhado um vídeo das redes sociais do jornal espanhol OK Diário, que mostra um incêndio na Igreja de Vondelkerk, em Amesterdão, na noite de Ano Novo, alegadamente provocado por imigrantes, associando-lhe a legenda "islamização da Europa".
Ao acrescentar a legenda, André Ventura estabeleceu "uma ligação direta entre o incidente e a comunidade muçulmana" que não existia na notícia original, segundo os investigadores.
O resultado foi elevado: 1.028.534 de visualizações, 40.250 comentários, 6.197 comentários, 3.487 partilhas e um alcance de 436.167 (número estimado de utilizadores únicos que viram o conteúdo pelo menos uma vez).Conteúdos desinformativos com 7,7 milhões de visualizações
O protocolo com a ERC prevê que o LabCom monitorize casos de "sondagens falsas ou desenvolvidas por empresas não registadas na ERC", por exemplo, mas também "notícias alteradas para promover uma perceção enganosa da realidade", "vídeos informativos manipulados ao nível do som, imagem, texto ou outro formato", entre outros.
O estudo do LabCom está a monitorizar a desinformação relacionada com a presença digital dos pré-candidatos e candidatos nas redes com maior expressão em Portugal (Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e Youtube) e começou a ser elaborado a 17 de novembro de 2025.
Os conteúdos desinformativos atingiram, no total, segundo os investigadores João Canavilhas e Branco Di Fátima, 7.712.000 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 324.555 reações, 51.922 comentários e 24.543 partilhas.
São números que, segundo João Canavilhas, coordenador do LabCom, e Branco Di Fátima, jornalista e investigador da LabCom, "evidenciam um elevado envolvimento dos utilizadores com conteúdos desinformativos" e um "impacto expressivo no espaço público digital".
c/ Lusa
A entidade reguladora não revela quais são os casos nem os envolvidos.
Segundo a Lusa, a 5 de janeiro André Ventura e apoiantes partilharam um "inquérito da Intrapolls" que o colocam "à frente de Marques Mendes" na corrida presidencial. Os dados, porém, resultavam de um modelo baseado em Inteligência Artificial e não de um inquérito. As eleições presidenciais, disputadas por número recorde de candidatos (11), estão marcadas para domingo.
A ERC assinou em novembro do ano passado um protocolo com o LabCom - Unidade de Investigação em Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) para monitorizar e identificar conteúdos de desinformação publicados nas redes sociais durante a pré-campanha e campanha das presidenciais.
Até esta semana, a LabCom identificou 14 conteúdos desinformativos, a esmagadora maioria (85,7 por cento dos casos) envolvendo André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, que atingiram mais de 7,7 milhões de visualizações nas redes sociais.
Os restantes conteúdos são de pré-candidatos que não foram aceites pelo Tribunal Constitucional (TC), como Joana Amaral Dias.
Um dos casos com maior repercussão foi o de um vídeo partilhado por André Ventura no dia 1 de janeiro que, de acordo com o relatório do LabCom, foi visualizado mais de um milhão de vezes, especialmente no Instagram.
Na conta do líder do Chega foi partilhado um vídeo das redes sociais do jornal espanhol OK Diário, que mostra um incêndio na Igreja de Vondelkerk, em Amesterdão, na noite de Ano Novo, alegadamente provocado por imigrantes, associando-lhe a legenda "islamização da Europa".
Ao acrescentar a legenda, André Ventura estabeleceu "uma ligação direta entre o incidente e a comunidade muçulmana" que não existia na notícia original, segundo os investigadores.
O resultado foi elevado: 1.028.534 de visualizações, 40.250 comentários, 6.197 comentários, 3.487 partilhas e um alcance de 436.167 (número estimado de utilizadores únicos que viram o conteúdo pelo menos uma vez).Conteúdos desinformativos com 7,7 milhões de visualizações
O protocolo com a ERC prevê que o LabCom monitorize casos de "sondagens falsas ou desenvolvidas por empresas não registadas na ERC", por exemplo, mas também "notícias alteradas para promover uma perceção enganosa da realidade", "vídeos informativos manipulados ao nível do som, imagem, texto ou outro formato", entre outros.
O estudo do LabCom está a monitorizar a desinformação relacionada com a presença digital dos pré-candidatos e candidatos nas redes com maior expressão em Portugal (Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e Youtube) e começou a ser elaborado a 17 de novembro de 2025.
Os conteúdos desinformativos atingiram, no total, segundo os investigadores João Canavilhas e Branco Di Fátima, 7.712.000 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 324.555 reações, 51.922 comentários e 24.543 partilhas.
São números que, segundo João Canavilhas, coordenador do LabCom, e Branco Di Fátima, jornalista e investigador da LabCom, "evidenciam um elevado envolvimento dos utilizadores com conteúdos desinformativos" e um "impacto expressivo no espaço público digital".
c/ Lusa